Comprar ou se associar?

Comprar ou se associar?

Com o avanço das fintechs, os bancos tradicionais estão sendo obrigados a formular estratégias para enfrentar a concorrência. E, cada vez mais, associar-se a elas ganha espaço em detrimento da forma mais comum e antiga utilizada pelos bancos, que sempre foi comprar para incorporar e digerir as ameaças.

“A incapacidade dos bancos para inovar deixa a porta aberta para as fintechs atrairem novos clientes”. A opinião é de Anirban Bose, chefe de Global Banking and Financial Services da Capgemini, que acaba de divulgar relatório World Retail Banking 2016 .

“Há uma oportunidade para os bancos começarem a trabalhar em colaboração com essas empresas, mas eles devem formular um plano de resposta rápida e fazê-lo antes que a rápida evolução das fintechs feche esta janela para a mudança.”

O relatório, em parceria com a EFMA, mostra que quase dois terços dos 16 mil executivos de bancos entrevistados pelo relatório dizem que precisam ver as fintechs como parceiras. A maioria deles (46%) acredita em estratégias de colaboração e 44% optam pelo caminho do investimento. Menos de um quinto (18%) dizem que pretendem adquirir empresas fintechs ou sua tecnologia.

“A opção por parcerias com empresas fintech é um reconhecimento de que os bancos não estão preparados para operar em um futuro que consiste em uma série de interconexões digitais seguras”, disse Vincent Bastid, Secretário Geral do EFMA. “Em parceria com essas empresas, os bancos podem ganhar a orientação necessária ao desenvolvimento de produtos, bem como uma voz mais forte na definição de um papel central para si no ambiente bancário atual.”

Bancos e fintechs têm pontos fortes que se complementam e que devem ser aproveitados para criar uma experiência financeira central mais forte para os clientes. Enquanto as fintechs se destacam em agilidade, inovação e exploração de novas tecnologias, os bancos oferecem capitais, bases de clientes profundos e experiência em trabalhar com os reguladores. Segundo o relatório, os bancos precisam “pensar grande”, na medida em que se esforçam para atender às crescentes demandas dos clientes na era digital. Os bancos só serão capazes de alcançar o pleno potencial de crescimento aceitando plenamente o papel crescente das fintechs, criando caminhos para trabalhar com elas enquanto a rede financeira digital continua a evoluir.

Veja, abaixo, as respostas dos bancos em relação às fintechs, segundo o relatório.

 

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