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Os setores bancário e de meios de pagamento não são os únicos que podem ser afetados pela tecnologia blockchain

Esta é a visão dos analistas da CB Insights.

A reportagem completa (em inglês) pode ser encontrada aqui. A seguir, um resumo em português.

Blockchain é a tecnologia baseada em criptografia que possibilitou a criação da bitcoin, moeda digital descentralizada. A tecnologia é, basicamente, uma contabilidade pública que de forma segura e automática verifica e registra um alto volume de transações digitalmente.

Empresários passaram a acreditar que mais indústrias poderiam ser desafiadas utilizando esta tecnologia. Há uma abundância de casos de negócios que podem se beneficiar do uso de uma plataforma descentralizada que não requer supervisão central, e que ao mesmo tempo permanece resistente à fraude.

Aqui estão algumas das maneiras que as empresas – grandes e pequenas – estão tentando aproveitar o poder da blockchain, além de bancos e  meios de pagamentos:

Segurança Cibernética
“Ao eliminar a necessidade de um operador, reduz-se os potenciais problemas de segurança de hackers à corrupção”, diz relatório do Goldman Sachs.

Registros acadêmicos e universidades
A Escola Holbertson, com sede na Califórnia, anunciou que vai usar a tecnologia blockchain para autenticar certificados acadêmicos. Se mais escolas passaram a adotar certificados transparentes para transcrições e diplomas, fraudes poderiam ser mais facilmente evitadas – fora a redução de tempo e custos ao evitar verificações manuais e documentos em papel que proporcionaria.

Votação
Na West Virginia University, estão avaliando a idéia de usar uma plataforma de votação com base em blockchain por suas eleições escolares. Os estudantes votariam com dispositivos móveis, e uma vez que a votação é inserida na contabilidade pública, os votos estão seguros. Um projeto de software espanhol já utiliza técnicas de criptografia para fazer a votação online mais segura.

Leasing e vendas de automóveis 
A Visa e a DocuSign revelaram uma parceria no ano passado que usou blockchain para construir uma prova de conceito para a racionalização da locação de carro. O potencial cliente escolhe o carro que quer, e a transação é inscrita na contabilidade pública do blockchain; em seguida, a partir do assento do motorista, o cliente assina um contrato de arrendamento e uma apólice de seguro, e o blockchain é atualizado com essa informação também. Não é um exagero imaginar que um processo deste tipo pode ser desenvolvido para as vendas e registros de automóveis também.

Redes e Internet das Coisas
IBM e Samsung têm trabalhado em um conceito conhecido como ADEPT, que usa a tecnologia blockchain para formar a espinha dorsal de uma rede descentralizada de dispositivos da Internet das Coisas. Com ADEPT, que significa Telemetria Autônoma Descentralizada Peer-to-Peer, uma blockchain serviria como um razão pública para uma enorme quantidade de dispositivos, dispensando um hub central para mediar a comunicação entre eles, de acordo com CoinDesk.

Previsões
A plataforma online Augur espera crescer em mercados de previsões descentralizadas. A empresa diz que vai oferecer um serviço que se parece com uma bolsa de apostas normal. Todo o processo será descentralizado, e não só oferecerá um lugar para colocar as apostas em esportes e ações, mas em outros temas como eleições e desastres naturais. A ideia é ir além e criar um “mercado de previsões.”

Música online
Muitos músicos estão se voltando para a blockchain como uma maneira de fazer a divisão dos direitos de música online mais justa. Duas empresas estão tentando resolver este e outros problemas, usando por exemplo contratos inteligentes para resolver automaticamente problemas de licenciamento, relata a Biilboard. PeerTracks, que ainda está em desenvolvimento, tem como objetivo oferecer uma plataforma de streaming de música que permite aos usuários ouvir música e usar o blockchain para pagar diretamente os artistas sem intermediário. A plataforma também espera criar um engajamento mais direto entre artistas e clientes. A Ujo Music, que diz que está reconstruindo a indústria da música no blockchain, é liderada pelo empresário Phil Barry.

Compartilhamento de carros
Aplicativos como Uber parecem ser o oposto de descentralização – ou seja, uma empresa que age como um hub de envio usando seus algoritmos para controlar sua frota de motoristas e o que eles cobram. A startup israelense La’Zooz quer ser o “anti-Uber,” de acordo com a Bloomberg. Faz a sua própria moeda digital proprietária – como bitcoin – que é gravada digitalmente usando a tecnologia blockchain. Em vez de usar uma rede centralizada para chamar táxis, as pessoas usam La’Zooz para encontrar outras pessoas que viajam rotas similares e pagam com troca de moedas para as viagens.

Negociação de ações
Durante anos, as empresas têm trabalhado para facilitar o processo de compra, venda e negociação de ações, e novas startups com foco no blockchain pensam que podem automatizar e proteger o processo de forma mais eficiente do que qualquer solução passado. TØ.com, uma subsidiária da Overstock, quer permitir transações de ações online utilizando tecnologia blockchain. A Overstock já usou blockchain para emissão de títulos privados, mas agora a SEC, que regula o mercado de capitais dos EUA, permitiu à TØ.com emitir títulos públicos, relata a Wired.  A cadeia de inicialização blockchain, por sua vez, está trabalhando com a Nasdaq para permitir a negociação de ações de empresas privadas através de uma blockchain.

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