“Calotexit”

“Calotexit”

Quem não está endividado, levanta a mão. Ok, existem alguns. Mas nunca tantos brasileiros estiveram em maus lençóis. O cenário é de chorar  – mas sempre tem quem fabrique lenços.

Metaforicamente, é isso o que algumas fintechs brasileiras enxergaram como oportunidade para lucrar com a crise dos outros: QueroQuitar , Kitado e Pagosim se especializaram em usar tecnologia, redes sociais e recursos menos ortodoxos para ajudar os bancos a receberem desses clientes – em troca de um pagamento pelos serviços, claro. Pode se dizer que elas encabeçam um movimento de saída do calote – ou para usar um termo em voga, Calotexit.

De acordo com dados da Serasa Experian, há, hoje, 60 milhões de brasileiros inadimplentes, que representam mais de 41% da população acima de 18 anos de idade. O estudo aponta ainda que 77,2% dos devedores ganham até dois salários mínimos.

Essas fintechs acenam com o uso de tecnologia em vez de telefonemas indelicados, tradicionalmente pelas grandes companhias.

A Kitado já realizou cerca de 200 mil acordos para seus clientes, segundo informações publicadas pelo jornal DCI. E seu site, eles prometem a quem os contrata um aumento de 10% a 30% na recuperação de créditos.

Já a PagoSim afirma que alcançou 50 mil downloads em seu aplicativo, lançado há três meses, e utiliza essa base de dados.

A QueroQuitar ganhou no mês passado o prêmio do Ciab Fintech Day. A startup teve apoio do programa InovaBra, do Bradesco. Segundo Marc Laloud, fundador da fintech, o banco agora está negociando um contrato. Leia mais sobre Marc Laloud aqui.

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