Z.ro Bank negocia com bancos para oferecer conta-corrente no exterior

Z.ro Bank negocia com bancos para oferecer conta-corrente no exterior

O Z.ro Bank, fintech que oferece serviços de banco e de casa de câmbio,  vai em breve agregar mais dois parceiros ao seu ecossistema. Segundo o presidente do Z.ro, Edísio Pereira Neto, as negociações em curso são com um banco americano e um alemão. O objetivo é oferecer abertura de conta-corrente no exterior para seus clientes.

“Com uma conta no exterior, o cliente vai pagar muito menos IOF do que paga hoje em viagens e compras feitas com seu cartão internacional emitido por um banco local, que custa 6% (as remessas custam 1,1%; e não vai precisar pisar numa casa de câmbio nunca mais”, diz. O C6 Bank e o Bs2 já oferecem esse serviço. O Z.ro oferece atualmente transações em reais, ouro e bitcoins – euro e dólar são os próximos da fila.  

A fintech é a irmã mais nova e voltada para o varejo da BitBlue, corretora de bitcoins do mesmo empreendedor. Ele também é sócio do grupo B&T, para o qual vendeu a corretora de câmbio da família, baseada em Recife, em 2016.  

“A  BitBlue foi criada no ano passado e ainda é a única plataforma onde brasileiros podem comprar criptomoedas de estrangeiros. Em seis meses, atingimos R$ 100 milhões em vendas por mês já começamos a ter lucro”, afirma.

“Mas câmbio de criptomoedas, por enquanto, não é para investidores de varejo, mas para traders de mercado. O Z.ro Bank nasceu para dar acesso simples e transparente a operações cambiais a todos, e já começar a introduzir as pessoas no mundo das moedas digitais. Não vai demorar muito para o McDonald’s começar a dar cashback na sua moeda digital”, acredita. “Já existem mais de 1,5 mil criptomoedas no mundo, logo todas as empresas vão querer ter a sua.

Parcerias

Além da corretora B&T e da BitBlue, o ecossistema de parceiros do Z.ro inclui Banco Topázio, Visa, Cielo, TecBan, Deloitte, ripple, conductor e Telegram – essa é outra novidade do aplicativo, permitir a transferência de dinheiro entre amigos pelo chat. “Assim, fica simples e fácil pagar aquele seu amigo que trouxe um iPhone para você, juntar um grupo para contriuir para o churrasco de final de semana ou para aquela viagem para a praia, pagar seus funcionarios domésticos e muitos outros exemplos”, diz.

O Z.ro Bank tem ainda um cartão de crédito, que dá cashbanck em bitcoins – e acaba de fechar contrato para oferecer pagamento por QR Code nas maquininhas da Cielo.

Além de câmbio e criptomoedas, o terceiro foco de negócio do Z.ro é o PIX – sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central que começa a funcionar no dia 16 de novembro. Segundo Pereira Neto, eles já têm autorização do BC para operar.

Como o nome diz, a proposta do novo banco digital é cobrar zero tarifa do cliente. Mas, como remuneram os parceiros e ainda sobre margem?

Fontes de receitas

“Ganhamos dinheiro basicamente de três maneiras: com o spread nas conversões – nossa margem pode ser menor porque somos digital, com baixo custo; e temos facilidade de crescimento exponencial; também cobramos tarifa de intercâmbio – cada vez que o cliente usa o nosso cartão de crédito, a Visa nos repassa um percentual; e com recarga de celular e prestação de outros serviços”, explica.

O empreendedor explica que a marca também remete a começar do zero. “Queremos quebrar as barreiras para transferência de dinheiro, de forma dinâmica, simples que gere inclusão financeira. Nosso desafio foi conseguir fazer qualquer transação com apenas três cliques”, diz.

A fintech nasceu no ano passado em Recife, terra do empreendedor, que vem se consolidando como importante polo de tecnologia avançada, o Porto Digital. “Abrimos um escritório comercial em São Paulo, mas ainda temos apenas cinco pessoas no time”, revela.

Desde maio, o Zro Bank já operava em fase de testes, com uma base de cinco mil usuários. Agora, com o lançamento oficial, o app poderá ser baixado nos smartphones com sistema operacional Android ou iOS. A previsão é chegar aos 100 mil usuários em apenas três meses.

O executivo de 32 anos não teme que o novo banco ameace a corretora, onde começou sua carreira com 16 anos, ao contrário: “Se eu fosse dono da maior frota de taxi do mundo, pode ter certeza que eu teria inventado o Uber”, brinca. É, não dá mesmo para lutar contra o futuro.

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