Trampol.in vai replicar modelo do Neagle Bank para outros youtubers em 2021

Trampol.in vai replicar modelo do Neagle Bank para  outros youtubers em 2021

A fintech Trampol.in, incubada na PUC do Rio em 2017, é expert em pivotar negócios. Nasceu com o objetivo de oferecer uma carteira de criptomoedas, mudou o foco em 2019 e passou a mirar na geração Z; depois, decidiu oferecer serviço de Bank as a Service (BaaS) para terceiros. O próximo passo será voltar às origens – ou quase: neste ano, vai replicar o modelo do Neagle Bank, carteira digital que criou para seguidores do canal do Youtube Neagle a outros youtubers.

“Vamos fazer um spin off e criar uma nova marca”, diz Lucca Freire,um dos sócios da fintech, em entrevista exclusiva ao Portal Fintechs Brasil, sem contudo revelar o novo nome da fintech. Freire está à esquerda na foto acima, ao lado do sócio Lucas Pérez.

“Anualmente são gastos mais de US$ 500 milhões em jogos online no Brasil, mas o dinheiro passa pelos cartões dos pais. Queremos que esse volume passe a circular pelos cartões dos filhos, e captar essas transações”, diz Freire.

A carteira digital com a marca do Neagle foi lançada no ano passado, já tem 250 mil contas, e a maioria dos titulares tem menos de 18 anos. A conta oferece a possibilidade de fazer TED, pagar boletos, comprar crédito para jogos e para cartão pre-pago – e ainda tem cashback.

Praticamente um Felipe Neto

“Para fazer o projeto para adolescentes decolar, buscamos fazer parcerias com influenciadores digitais; é com eles que esse público está”, diz. O primeiro a fechar foi o canal do Youtube Neagle – uma espécie de clone do Felipe Neto em começo de carreira – que tem quase oito milhões de seguidores.

Hoje, além do Neagle Bank, a Trampol.in tem outro negócio mais, digamos, tradicional: o Baas, que opera com a infraetrutura da Stone. “Estamos construindo um hub financeiro as a service”, diz Freire. Por meio das suas plataformas white label, para um portfolio de clientes que inclui de distribuidoras de valores a empresas de benefícios, passando por empresas de adquirência e outras fintechs, passam R$ 150 milhões de transações.

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