Simple, plataforma digital de câmbio da Frente Corretora, vê janela de oportunidade após saída da Transferwise do Brasil

Simple, plataforma digital de câmbio da Frente Corretora, vê janela de oportunidade após saída da Transferwise do Brasil

O que poderia ser melhor para um negócio do que herdar clientes “abandonados” por seu benchmark? A Simple, plataforma digital da Frente Corretora que transforma os parceiros em fintechs de câmbio, está exatamente nesta situação: começando a colher os frutos da saída da Transferwise do Brasil, que foi anunciada há três semanas. “Já sentimos um aumento do volume das operações”, diz Ricardo Baraçal, um dos sócios fundadores e responsável pela área de produtos digitais e inovação da Frente.

Na verdade, a concorrência com a Transferwise era indireta: enquanto a Transferwise é focada em pessoas físicas, o negócio da Frente é B2B. Mas, quanto mais clientes seus clientes atendem, melhor para ela. Hoje, o negócio digital da Frente já representa 20% das receitas totais. “Os parceiros que usam a Simple atendem pessoas físicas que fazem pequenas remessas – mercado que corresponde hoje a 30% de todo volume operado em câmbio, segundo o Banco Central. É uma janela de oportunidade enorme”, diz.

“Qualquer fintech com conta digital, bem como agências de turismo, corretoras de seguro, agentes autônomos de investimento, enfim, qualquer negócio para o qual faça sentido oferecer câmbio pode usar nossa solução”, explica Baraçal. “Temos mais de 500 parceiros, entre eles a Smiles e a Agaxtur, estamos nesse momento negociando com a Rappi“, revela. O Rappi recentemente lançou seu banco digital e também uma agência de viagem.

No último ano, apesar do forte impacto no setor devido ao começo da pandemia, Baraçal afirma que conseguiu crescer 500%, ampliando a rede de parceiros exponencialmente. “Neste ano, continuamos dobrando de volume todos os meses”.

Baraçal e seus sócios, Daniela Marchiori e Carlos Brown, vieram do mercado financeiro – mas eram especialistas em investimentos, com passagens em corretoras como a XP. Em 2015, abriram uma agência com foco em clientes de alta renda e empresas de pequeno porte, para oferecer soluções de câmbio atreladas à solução financeira. Na época, operavam com a licença de correspondentes cambial, mas dois anos depois compraram a patente da corretora Frente e criaram uma empresa de tecnologia. “O Banco Central aprovou a compra no ano seguinte, 2018, e lançamos a Simple em 2019”, informa Baraçal. Apesar da plataforma Simple, o mais relevante para a Frente ainda são as receitas dos negócios com correspondentes cambiais de forma tradicional. Mas, pelo jeito, o digital logo chega lá.

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