Employer Branding ensina empresas a ‘vender o seu peixe’ para os colaboradores

Employer Branding ensina empresas a ‘vender o seu peixe’ para os colaboradores

Há pouco tempo eram os empregadores que escolhiam os candidatos para seus quadros de pessoal. Hoje, os profissionais da área de tecnologia, especialmente os mais gabaritados, escolhem onde querem trabalhar. A avaliação é de Caio Infante, co-fundador da Employer Branding Brasil, empresa especializada em desenvolver a gestão de marcas empregadoras. “Marca é assunto de marketing na maioria das empresas, focada no cliente; o que fazemos é fortalecer a marca empregadora, focada nos funcionários e futuros colaboradores. Ensinamos as empresas a ‘venderem o seu peixe’ para reter os melhores colaboradores e atrair profissionais da concorrência”, explica Caio Infante, co-fundador.

Pesquisa sobre mercado de trabalho em fintechs realizada pela Employer Branding Brasil em parceria com o portal Fintechs Brasil mostra que o setor continua aquecido em busca de talentos. O levantamento, feito entre janeiro e fevereiro, foi respondido por 23 fintechs com mais de 400 vagas abertas, a maioria nas áreas de TI, comercial e marketing, nessa ordem (veja gráficos com os resultados aqui). Grande parte das 23 empresas que responderam à pesquisa aqui no portal vai contratar até 100 pessoas neste ano. Os principais desafios das startups que atuam no disputado mercado de serviços digitais é a falta de pessoal especializado e o fato de muitas concorrentes estarem contratando também.   

Fonte: Pesquisa Mercado de Trabalho nas Fintechs – Portal Fintechs Brasil + Employer Branding Brasil

Para destacar-se entre tantas empresas, segundo Infante, é preciso reforçar a marca internamente, alinhado-a com a cultura, os valores e os objetivos de negócios. O primeiro passo é saber o que o candidato/empregado quer. É isso que a Employer Branding Brasil faz: vai às empresas e ouve os colaboradores para saber o que eles gostam ou não, quais são os seus valores, o que precisam para se desenvolverem profissionalmente. “Não é mais só o dinheiro que serve de motivação para trabalhar neste ou naquele lugar, hoje entram na balança desde o tipo de ferramenta tecnológica adotada pela empresa, a possibilidade de crescimento profissional, se as lideranças são motivadoras, até questões como diversidade, sustentabilidade e equilíbrio entre trabalho e qualidade de vida”, conta Infante. 

Além disso, uma marca empregadora bem construída vai gerar experiências positivas nas redes sociais. “Hoje os profissionais de tecnologia costumam trocar experiências de trabalho em sites de carreiras, pontuando o que é bom e o que é ruim nas empresas em que trabalham, ou pelas quais já passaram, dando até nota para elas.” 

Do lado do empregador, explica Infante, quanto mais assertiva for a contratação, menor será o turnover da empresa. Consequentemente, os custos de contratação e demissão caem, aumentando a produtividade, garantida por funcionários já adaptados e à vontade com a sua cultura. (por Denise Ramiro)

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