Alunos que financiam os estudos têm 19% mais chances de permanecer na faculdade, mostra pesquisa do Pravaler

Alunos que financiam os estudos têm 19% mais chances de permanecer na faculdade, mostra pesquisa do Pravaler

Pesquisa do Pravaler realizada entre agosto e setembro de 2020 mostrou que os alunos que contrataram financiamento com a fintech têm 18,6% mais chances de entrar e permanecer no Ensino Superior. Foram ouvidos clientes que tomaram crédito em 2016 e que em 2020 já estariam formados, ou próximos de se formar. Este grupo de clientes foi comparado ao grupo de pessoas aprovadas para tomar crédito em 2016, mas não o fizeram. Ao todo, foram respondidos 2.113 questionários válidos, sendo 1.257 do grupo de clientes e 856 observações do grupo de comparação. O mesmo grupo também mostrou maior disposição para tomar novo crédito

Comparando os jovens Pravaler com jovens sem nenhum apoio financeiro, a diferença de percentual de jovens com ingresso e permanência aumenta para 38,4 pontos percentuais. “Além disso, o perfil dos jovens que procuram o Pravaler são de famílias com pais mais escolarizados, 28% do jovem ante 15% da média brasileira. Isso pode influenciar a motivação para a buscar o ensino superior”,  completa Ana Bárbara, Head de Risco, Crédito e Cobrança do Pravaler.

O percentual de jovens Pravaler com disposição a tomar crédito hoje é 14,9 pontos percentuais maior que o percentual de jovens dispostos a tomar crédito que não tiveram experiência com o Pravaler. Os resultados de impacto em geral são  bem maiores se considerado a parcela do grupo de comparação sem apoio financeiro, não só em relação à maior disposição de crédito, mas em relação aos outros indicadores investigados.

Efeito coronavírus 

A maioria dos entrevistados do Pravaler seguiu na universidade (81,8%), sendo poucos os casos neste grupo em que a faculdade não ofereceu aula no período. Por outro lado, 11,3% dos estudantes tiveram que trancar seus cursos por falta de condições de se manter na universidade.

Na análise por níveis de escolaridade, o grupo com apenas o ensino médio completo (todos do grupo de comparação) foi o que mais sofreu, com cerca de 37% deles perdendo o emprego. Por outro lado, profissionais com outros tipos de vivência acadêmica foram menos afetados: 17,6% dos formados no ensino técnico perderam o emprego, sendo que aqueles com ensino superior – completo e incompleto – perderam o emprego em 20,6% e 15,5% dos casos, respectivamente.

Entre os que trabalhavam:Ensino médioEM técnicoES incompletoES completo
Trabalhava e não sofreu impactos34,2%55,9%55,8%51,0%
Trabalhava, mas jornada foi reduzida em 25%4,1%5,9%10,1%9,0%
Trabalhava, mas jornada foi reduzida em 50%12,3%5,9%10,3%9,9%
Trabalhava, mas jornada foi reduzida em 70%12,3%14,7%8,3%9,5%
Perdeu o emprego37,0%17,6%15,5%20,6%
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