Suécia, Irlanda, Polônia, Suíça, Luxemburgo… vários países europeus estão de olho nas fintechs brasileiras

Suécia, Irlanda, Polônia, Suíça, Luxemburgo… vários países europeus estão de olho nas fintechs brasileiras

Pelo menos cinco países da Europa – Suécia, Irlanda, Polônia, Suíça e Luxemburgo – já mostraram grande interesse em surfar a onda de crescimento acelerado das fintechs brasileiras. Alguns vêm promovendo ações para atrair fintechs daqui para lá, ou convidando as de lá a aportar por aqui.

Não é para menos: o Brasil ficou em segundo lugar em atração de investimentos para fintechs no ano passado, já tem mais de mil dessa startups de finanças e tem potencial para muito mais, uma vez que boa parte dos brasileiros ainda são desbancarizados. Além disso, o Banco Central, agora uma entidade independente de quem ocupa a cadeira de presidente, decidiu incentivar inovações, descentralização e democratização de acesso a produtos e serviços financeiros, baseados em soluções altamente tecnológicas.

A Embaixada do Brasil na Polônia enviou nesta semana convite a fintechs brasileiras para o evento “FinTech Webinar Brazil-Poland“. O webinar é organizado em cooperação com a Startup Poland e com o Distrito, como parte do Programa de Diplomacia da Inovação do governo brasileiro. Segundo nota enviada ao portal Fintechs Brasil, o objetivo do evento, que acontece em 27 de abril, é aproximar os dois ecossistemas, facilitar contatos e criar oportunidades futuras, aproveitando o desenvolvimento dinâmico das fintechs tanto no Brasil como na Polônia.

O evento Swiss FinTechs & Sustainability: the Current Landscape and Four Policy Recomendations acontece em 6 de maio, com a presença de Silvia Ruprecht-Martignoli – Escritório Federal Suíço para o Meio Ambiente (BAFU / FOEN) e Simon Zadek – Ex-chefe da Força-Tarefa da ONU sobre Financiamento Digital do ODS. O projeto nasceu em 2017 com o objetivo de ser um centro financeiro suíço interligado com sustentabilidade e tecnologia. Em seguida, o lançamento do Plano de Ação FinTech Verde pelo governo daquele país colocou a agenda nacional de Finanças Digitais Sustentáveis em foco​. Os participantes terão a oportunidade de ouvir e discutir as recomendações de políticas com palestrantes e co-autores. O evento será seguido por uma sessão aberta de networking.

O Catapult:Kickstarter, programa oferecido pela principal aceleradora para fintechs de Luxemburgo – a House of Financial Technology – e pelo Ministério da Economia do país, é voltado para as que estão em estágios iniciais, porém com produtos bem definidos. As inscrições estão abertas até 14 de maio. “Represento o Ministério da Economia do meu país aqui e temos feito um esforço muito grande para aproximar Brasil e Luxemburgo”, diz Felipe Diniz, adido econômico e comercial da Embaixada de Luxemburgo no Brasil.

As startups selecionadas receberão orientação sobre como construir seus business plans, identificar e gerenciar riscos, desenvolver um plano de negócios realista e táticas práticas para aquisição e crescimento de clientes. Os participantes terão a oportunidade de se encontrar e aprender com os líderes da indústria, investidores e os principais players do setor. No último dia, os líderes das fintechs apresentarão seus projetos a um grupo de elite de juízes para receber 50 mil euros em subsídios.

Antes do evento, a Embaixada promove o 4° LuXtalks – Fintechs & Catapult : Kickstarter, em 7 de maio. O webinar é gratuito e as inscrições podem ser feitas através desse link, ou envindo um e-mail para [email protected]

Em 17 de junho, acontece o Dublin Tech Summit (DTS) e o governo da Irlanda fechou parceria com a Apex-Brasil e Ministério das Relações Exteriores (MRE) para incentivar a participação das fintechs brasileiras. A parceria foi fechada com o Programa de Diplomacia da Inovação (que desenvolve ações para identificar parcerias, para atrair investimentos e apoiar a internacionalização de startups brasileiras) do MRE.

Para participar, as startups brasileiras devem apresentar soluções escaláveis e com potencial de abertura de operação na Irlanda ou em outros países da Europa. As quatro primeiras colocadas no processo terão direito a um stand virtual e a receber serviços de apoio, mas todas as empresas selecionadas participarão do programa de capacitação oferecido pelos organizadores e terão acesso ao DTC na qualidade de convidadas, podendo assistir a todo o conteúdo.

Em janeiro, foi realizada a terceira edição do webinar Fintechs Trends in Brazil. Patrocinado pela Business Sweden e a Embaixada da Suécia – em cooperação com a Findec, hub de fintechs naquele país – a iniciativa reuniu experts para explicar às fintechs suecas os desafios e as vantagens de entrar no Brasil.

“O Brasil é o maior país e a maior economia da América Latina, e um importante centro de fintechs no Hemisfério Sul. Com fintechs de ponta e uma população jovem e experiente em tecnologia, espera-se que o mercado continue a crescer rapidamente nos próximos anos, criando muitas oportunidades para fintechs suecas que buscam se expandir internacionalmente”, disse Eric Forsberg, gerente do Business Sweden (Conselho de Comércio e Investimento da Embaixada da Suécia) no Brasil.

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