Mambu, especialista em ‘lego banks’, quer ser o maior provedor de serviços de core banking do Brasil

Mambu, especialista em ‘lego banks’,  quer ser o maior provedor de serviços de core banking do Brasil
Sérgio Costantini, Mambu Brasil

A plataforma Mambu, nascida na Alemanha há 10 anos, prevê liderar o mercado de serviços de core banking no Brasil muito em breve. A afirmação é de Sérgio Costantini, country manager da Mambu no Brasil. A Mambu oferece ‘peças encaixáveis’ para criar um banco, seja a partir do zero, seja um spin off de uma instituição que já existe – daí a comparação com o famoso jogo de pecinhas de montar Lego, mas o nome ‘oficial’ do negócio é composable banking. A Mambu já atendia alguns clientes no Brasil desde 2019, e abriu seu primeiro escritório aqui neste ano.

Costantini esteve no dia 16/6 no programa Papo de Fintech, do investidor anjo João Bezerra Leite, líder do pool de fintechs da Bossanova Investimentos. “A Mambu tem potencial para ser o maior player de core bancário do mercado brasileiro pela diferenciação e capacidade que tem. O Brasil é nosso foco principal de crescimento hoje, pelo grande potencial que o país tem, e pela adoção de tecnologias novas de forma muito rápida”, diz Costantini. Para ele, o advento do Open Banking aqui vai alavancar ainda mais a criação de neobanks e o processo de reinvenção dos bancos incumbentes. “Queremos ajudar as instituições a explorar novas oportunidades”.

Costantini explica que a Mambu soube desde sempre que não era possível ser bom em tudo, então focou em três ofertas principais – empréstimos, depósitos e contas (wallets): “O resto, plugamos via APIs (Application Programming Interface ou interface de programação de aplicações, em português). Ele explica, contudo, que não é um Banking as a Service (BaaS), pois não tem licença bancária – nem no Brasil nem em outro país: “Um player de BaaS pode se plugar na nossa plataforma para oferecer serviços aos seus clientes”.

A Mambu já nasceu na nuvem, e presta um serviço de Software as a Service (SaaS) com uma tecnologia “ágil, flexível e escalável”. No Brasil, por exemplo, a Mambu já incorporou na plataforma as chamadas ‘jaboticabas’ brasileiras, ou seja, particularidades como juros compostos e IOF, por exemplo, que só existem por aqui. A Mambu está já em 60 países onde atende grandes bancos, como Santander e ABN e também fintechs e neobancos, como o também alemão N26, além de financeiras e cooperativas.

A Mambu anunciou no começo do ano uma rodada de investimento no valor de US$ 134 milhões liderada pela TCV, cujo portfólio inclui Netflix, RELEX, Spotify e WorldRemit. Esta nova rodada aumenta a avaliação da empresa para US$ 2,08 bilhões. “Este anúncio representa o encerramento de mais um ano com crescimento de aproximadamente 100% em relação a 2019 para a Mambu no mercado de software bancário, atualmente avaliado pelo Gartner em mais de US$ 100 bilhões e com crescimento previsto de dois dígitos. A transação foi assessorada com exclusividade pela FT Partners”, disse a startup, em nota.

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