Conta Simples recebe aporte extra da Y Combinator, investe em reposicionamento do negócio e vai pedir licença de SCD

Conta Simples recebe aporte extra da Y Combinator, investe em reposicionamento do negócio e vai pedir licença de SCD
Rodrigo Tognini, CEO da Conta Simples

A Conta Simples acaba de receber um seed extension de R$ 14 milhões (US$ 2,5 milhões) da Y Combinator. Segundo a fintech, ela é primeira startup brasileira em que a aceleradora – uma das mais importantes do mundo – fez um investimento nesse montante. Com isso, a Conta Simples fecha a rodada seed com R$ 28 milhões captados.

O aporte extra da Y Combinator será usado em grandes projetos, como melhorias e evolução do produto, reposicionamento no mercado e desenvolvimento da nova marca e identidade visual. “Temos uma estratégia forte de marketing e posicionamento, que é se consolidar no mercado financeiro no Brasil e na América Latina. Nosso grande diferencial é no produto de gestão de despesas vinculado à conta corrente”, explica o CEO Rodrigo Tognini. O próximo passo é entrar com o pedido no Banco Central e se tornar uma SCD (Sociedade de Crédito Direto). “Ter a Y Combinator como investidor e com presença relevante no captable “só nos dá mais energia e confiança para seguir o caminho que estamos trilhando”, diz Tognini.

Neste momento de reposicionamento, a Conta Simples se consolida como parceira da Visa no Brasil. “Construimos no Brasil uma solução para acelerar o lançamento e o crescimento de Fintechs e estamos muito satisfeitos de ver a Conta Simples dar esse importante passo no mercado. Vamos juntos continuar apoiando o desenvolvimento e implantação de importantes soluções e tecnologias da Visa com eles, tais como Visa Direct, Tokenização, B2B Connect, dentre outras”, conta o vice-presidente de Novos Negócios da Visa do Brasil, Eduardo Abreu.

O futuro

O novo aporte marca a virada da Conta Simples, que se reposiciona no mercado como um software de gestão de despesas, otimizando os processos dos departamentos financeiros de empresas da nova economia, que escalam rapidamente e precisam de soluções tão ágeis quanto elas.

O movimento já é tendência no mundo, como mostram os recentes aportes na Brex, AirBase, Ramp, PayHawk e Divvy, startups do setor financeiro que oferecem uma experiência similar aos clientes. Tognini diz que os players brasileiros têm se diferenciado com UX, tarifas reduzidas e atendimento facilitado, pré-requisitos no atual cenário, mas que não solucionam dores como gerenciamento dos gastos com cartões corporativos, gestão de folha de pagamento, despesas com fornecedores e outros processos do dia a dia do financeiro.

“O futuro dos bancos é o software. É necessário facilitar a experiência e a jornada financeira das empresas através de sistemas inteligentes e automatizados que, ao mesmo tempo, façam o trabalho de um banco. Ou seja, transferindo, realizando pagamentos, empréstimos e todo o básico que qualquer outro banco faz”, explica Tognini

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