Lucro da Cielo no 2o. tri aumenta 32,8% em um ano, para R$ 180,4 milhões; volume processado atinge R$ 165 bi

Lucro da Cielo no 2o. tri aumenta 32,8% em um ano, para R$ 180,4 milhões; volume processado atinge R$ 165 bi

O lucro líquido consolidado da Cielo totalizou R$ 180,4 milhões no segundo trimestre de 2021 – crescimento de 32,8% sobre o lucro recorrente reportado no trimestre anterior. Foi o terceiro trimestre consecutivo de expansão, na comparação contra o mesmo trimestre do ano anterior. O volume processado atingiu R$165 bilhões no segundo trimestre, expansão de 29,1% sobre o mesmo trimestre de 2020, e de 3,3% sobre o trimestre anterior. Os destaques foram os segmentos de varejo e empreendedores, que, em conjunto, apresentaram crescimento de 48,8% sobre 2T20, e já representam 39,3% do total transacionado.

Segundo analistas da XP, os resultados vieram acima do esperado. “Esperamos uma reação positiva nas ações e mantemos nossa recomendação Neutra com preço alvo de R$5,0/ação, devido ao cenário competitivo ainda desafiador para a companhia.” No entanto, o resultado financeiro foi destaque negativo do trimestre com prejuízo de R$ 15,8 milhões, devido ao aumento na Selic que pressionou a despesa financeira das novas captações realizadas durante o primeiro semestre de 2021.

No comparativo com o mesmo trimestre de 2020, o resultado foi impulsionado pela melhora em todas as unidades de negócios, com destaque para a Cielo Brasil (negócio de adquirência no Brasil) e Cateno.

Na Cielo Brasil, as receitas líquidas registraram crescimento de 16,1% sobre o 2T20, impulsionadas pelo crescimento do volume financeiro de transações. Os gastos normalizados registraram queda de 4,5%, o que permitiu recuperação da margem EBITDA.

Na Cateno, a recuperação do resultado também foi impulsionada pelo desempenho operacional, com
destaque para a expansão de 43,6% do volume transacionado comparado ao 2T20. Por outro lado, uma maior expansão do resultado foi limitada pelo crescimento de despesas com Impostos sobre Serviços (“ISS”), em ritmo superior ao observado nas receitas. A partir do primeiro trimestre de 2021, tanto a Cielo quanto a Cateno passaram a reconhecer maiores despesas com ISS em razão dos impactos previstos com o início de vigência da Lei 175/2020. As despesas com ISS da Cielo foram majoradas em R$ 30,5 milhões no 2T21, e, na Cateno, o aumento de despesas foi de R$ 26,6 milhões.

A Cielo informou ainda que segue avançando em sua agenda de eficiência operacional: gastos normalizados
registraram queda nominal de 4,5% sobre mesmo período de 2020, e de 2,2% sobre o trimestre anterior.

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