Na pandemia, oferta de crédito cai e fica R$ 166 bi/ano abaixo da demanda das microempresas

Na pandemia, oferta de crédito cai e fica R$ 166 bi/ano abaixo da demanda das microempresas
Foto: Mikhail Nilov

UM CONTEÚDO ACCREDITO

As 17,3 milhões de microempresas, empreendedores individuais e empresas de pequeno porte (MMPEs) existentes no Brasil precisam anualmente de cerca de R$ 514 bilhões em capital de giro, mas a oferta dos bancos é de apenas R$ 348 bilhões. Ou seja, faltam R$ 166 bilhões para fechar esse gap. O cálculo é do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores Lauro Gonzalez, Bruno Barreira e Arthur Ridolfo estimaram a necessidade de capital de giro segundo o porte e setor de atuação das empresas, e cruzaram com os dados de concessão de crédito divulgados pelo Banco Central – que incluem os recursos do Pronampe.

“O crédito oferecido pelas fintechs é muito mais rápido e ágil de contratar, as exigências são muito menores do que no Pronampe e linhas de bancos convencionais”, diz Milton Luiz de Melo Santos, presidente da ACCREDITO. A fintech da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) tem no seu portfolio desconto de duplicatas, crédito para investimentos e para capital de giro.

“Mesmo em tempos normais, os micro e pequenos empreendimentos sofrem com a falta de crédito. Portanto, a pandemia piorou conjunturalmente um problema de natureza estrutural”, diz o estudo da FGV.

As medidas de restrição e o próprio medo da pandemia afetaram substancialmente a capacidade de geração de receita das empresas. Como muitas das MMPEs usam suas receitas para conseguir recursos antecipadamente nos bancos, no momento em que se vêem com receita menor, vêem também as opções de crédito diminuírem.

A ACCREDITO, além dos descontos de duplicatas e de recebíveis, oferece opções de capital de giro, investimentos e uma linha especial para empreendedoras.

Se sua microempresa também está sofrendo com a restrição na oferta de empréstimos do sistema financeiro convencional, entre aqui e faça uma simulação.

Fonte: Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira da Fundação Getúlio Vargas (FGV)

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