Frevo high tech: Porto Digital, em Recife, é berçário de unicórnios; fintechs Insole e Acqio são as bolas da vez

Frevo high tech: Porto Digital, em Recife, é berçário de unicórnios; fintechs Insole e Acqio são as bolas da vez

Pujante pólo de inovação instalado na capital pernambucana sofre, porém, com a falta de mão de obra qualificada; Zro Bank investe para solucionar o gap

Dario Palhares

As fintechs de Recife estão com a corda toda. Em alta junto a grandes grupos financeiros – como o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), que inaugurou o seu hub de inovação no Porto Digital (PD) da metrópole pernambucana em fevereiro de 2020, e o recém-chegado Banco Inter – as startups ligadas às finanças seguem a receber injeções de recursos de investidores.

O caso mais recente é o da Mola Corban, voltada ao nicho de correspondentes bancários, que acaba de levantar R$ 12 milhões em rodada série A.

Outras duas representantes do segmento, Insole e Acqio, são apontadas por Heraldo Ourem Ramos Neto, diretor de Inovação e Competitividade Empresarial do Porto Digital, como fortes candidatas à glória de se tornarem os primeiros unicórnios da capital do frevo.

“Ambas têm grandes chances”, diz Ramos Neto. “A Insole, que gera energia solar para os seis prédios do núcleo de gestão do Porto Digital, transforma energia em moeda. Já a Acqio, uma da mais novas adquirentes plenas do mercado, recebeu no primeiro semestre um aporte da XP Asset.”

Ramos Neto, diretor de inovação do Porto Digital

Fintecheiro por acaso

Criada em 2013 pelo engenheiro eletricista Ananias Gomes, a Insole se dedicou, de início, a projetos de energia solar, tendo conquistado sua primeira cliente – a mãe do fundador, residente em Arco Verde (PE) – no ano seguinte. A decolagem teve início em 2019, quando o negócio abriu as portas para que empresas e pessoas físicas lhe transferissem contas de energia elétrica, oferecendo como principal atrativo descontos de até 50% nos valores em contratos de longo prazo, de até dez anos de duração, mediante a instalação de painéis solares.

“De algo em torno de R$ 10 milhões anuais, no período em que atuávamos só no ramo de engenharia, saltamos para a casa de R$ 150 milhões em 2020, já operando como uma clean fintech”, conta Gomes.

De posse de uma respeitável carteira de recebíveis, a Insole reforçou suas apostas em operações financeiras. Em janeiro do ano passado, lançou seu primeiro fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC), do qual é cotista, e já prepara as apresentações de outros dois nos próximos meses.

A meta estabelecida para o trio é a captação de R$ 350 milhões junto ao mercado. Além disso, a fintech trata de expandir o processo de transformação das contas de energia de seus clientes em moedas, iniciado neste ano com o lançamento do Insole Pay.

Ananias Gomes, Isole

App e cashback

Já disponível no Google Pay e na App Store, o aplicativo para smartphones permite aos clientes da Insole realizar compras numa rede de estabelecimentos comerciais conveniados por meio de cashback, com base nos descontos oferecidos nas contas de energia. “O sistema, que ainda está em fase inicial, deve ganhar impulso a partir de janeiro, com a ampliação de leque de opções”, diz Gomes.

A mudança de foco foi tão bem-sucedida que a fintech decidiu terceirizar por completo as instalações de painéis solares há cinco meses. Hoje com quase sete mil clientes e uma equipe de mais de 250 vendedores espalhados por 15 estados, a Insole faz planos ousados para sua nova fase.

Na próxima temporada, a meta é consolidar as séries A e B de rodas de investimento, viabilizando mais um salto das receitas. “Pretendemos dobrar o faturamento em 2022”, diz Gomes, que também planeja reforços significativos no time dos “pastinhas”, como se refere aos vendedores da casa, cujo modus operandi segue os mesmos padrões das célebres “consultoras” da Avon. “Até o fim do ano que vem, deveremos contar com cerca de mil ‘pastinhas’.”

Mais de mil franqueados

Voltada desde a sua criação, em 2014, ao ramo financeiro, a Acqio também vem despertando o interesse de grandes investidores. Em março, recebeu uma injeção de recursos da ordem de R$ 50 milhões da XP Asset, em transação intermediada pela Siguler Guff, gestora dos Estados Unidos que se tornou em 2018, por meio de um fundo de private equity, a acionista majoritária do negócio.

Especializada na oferta de meios de pagamento para varejistas de menor porte – que respondem por dois terços de seus 50 mil clientes – a fintech marca presença em 2,5 mil municípios de todas as unidades da Federação por meio de uma rede de mil franqueados.

“Já chegamos a contar com cerca de dois mil franqueados. No início do ano, entretanto, decidimos reformular a equipe, optando por parcerias com profissionais oriundos do sistema financeiro com maior experiência no relacionamento com clientes, que não se ocupem apenas de oferecer máquinas de pagamento”, diz o CEO Felipe Valença. “Já firmamos contratos com cem profissionais com esse perfil, 29 só no último mês, e planejamos contar com mais 400 em 2022.”

Hoje com 250 funcionários, dos quais 40 lotados nas áreas de tecnologia e produtos, a fintech pernambucana, que tem escritório em São Paulo há cinco anos, se prepara para elevar a sua régua.

Concentrada em operações junto a comerciantes com receitas na faixa de R$ 30 mil a R$ 40 mil mensais, ela começa a intensificar a prospecção e atuação no segmento de médias empresas, com volumes por volta de R$ 500 mil mensais. “Esse trabalho já teve início e, acreditamos, contribuirá de forma decisiva para que fechemos 2022 com transações de mais de R$ 5 bilhões, bem acima do patamar projetado para este ano, de R$ 3,2 bilhões”, diz Valença.

Felipe Valença, Acqio

Acertando ponteiros digitais

Com propostas baseadas em análise de crédito, a Pague Bem Brasil e a Kalea são outras duas fintechs que estão ganhando musculatura no Porto Digital. A primeira começou a sair do papel em 2016, logo após seu fundador, o publicitário Álvaro Leal, o Alvinho, ter levado um calote de R$ 12 mil de um cliente da gráfica da qual era sócio.

Depois de recorrer a advogados, o empresário conseguiu receber o que lhe era devido dois anos mais tarde — mas outros credores da mesma empresa não tiveram a mesma sorte. “Pensei, então, em criar uma ferramenta que contribuísse para reduzir a inadimplência na economia em geral e toquei o projeto adiante”, lembra Alvinho.

Em 2016, a Pague Bem Brasil foi uma das três startups selecionadas, de um total de 13 candidatas, para incubação no programa Mind The Bizz, parceria do PD com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Inspirada no sistema da Reclame Aqui, a plataforma desenvolvida pelo empreendedor abriu espaço para credores e devedores acertarem seus ponteiros na esfera digital, garantindo ao mediador remunerações com base nas dívidas saldadas.

O protótipo ficou pronto em agosto de 2017. No ano seguinte, Alvinho tirou a sorte grande, conquistando como primeiro cliente o grupo Neonergia, um gigante do setor energético.

“Eles nos entregaram uma carteira de R$ 800 mil em contas com atrasos de pagamentos de mais de 120 dias”, lembra ele. O trabalho de cobrança digital foi iniciado imediatamente e em apenas 48 horas os devedores que respondiam por 29% do valor total das pendências começaram a negociar com o fornecedor.

O retorno, contudo, foi tão rápido e intenso que a Neoenergia não conseguiu dar conta do recado. “A empresa pediu que suspendêssemos a cobrança temporariamente e organizou um mutirão de recebimento para dali a duas semanas. Só que, em razão desse adiamento, vários devedores perderam a vontade de saldar suas dívidas imediatamente, o que demandou a organização de novas iniciativas de cobrança.”

Álvaro Leal, Pague Bem Brasil

“Banho de loja”

Surpresa com a eficiência do jovem fornecedor, a Neonergia tratou de mantê-lo a seu lado. Depois de firmar contratos por prazos de 12 meses, a empresa renovou o último acordo com a Pague Bem Brasil por três anos.

Além do grupo de energia, a fintech pernambucana conta hoje com 70 clientes, inclusive o Reclame Aqui, que atendem um público formado por cerca de 350 mil empresas e pessoas físicas. O cardápio de opções também segue em expansão, oferecendo serviços de análise de crédito, identificação de contatos de devedores e até meios de pagamento.

“Ganhamos muito espaço no setor educacional, que responde hoje por 70% da clientela e segue em alta”, destaca Alvinho. Hoje com 13 funcionários, dos quais três na área de tecnologia, ele se prepara para iniciar as operações em São Paulo, no Cubo Itaú, e planeja também dar um “banho de loja” no negócio, para alavancar as vendas, viabilizando, assim, a abertura do terceiro ciclo de atração de investimentos. “Para 2022, o objetivo é contar com 300 nomes na carteira de clientes.”

Marketplace às avessas

Graduado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o administrador Luiz Falbo não imaginava há alguns anos, assim como Alvinho, estar à frente de uma fintech embarcada no Porto Digital. Criada em 2019, a Kalea surgiu da preocupação de Falbo em garantir fontes de recursos para a clientela de sua empresa de assessoria em finanças corporativas, formada em sua maioria por negócios de menor porte.

“Nossos clientes não estavam sendo beneficiados pela onda de inovação que tomou conta do mercado financeiro nos últimos anos”, diz ele. “Nem mesmo pelas fintechs, que centraram suas operações, de início, em pessoas físicas, e não dispunham de boas ferramentas de análise voltadas à concessão de crédito para pequenas e médias empresas.”

A solução desenvolvida foi um marketplace às avessas, no qual os candidatos a empréstimos, após terem seus indicadores analisados e chancelados pela Kalea, são apresentados a potenciais financiadores. Assim que surgem demandas e consultas, a fintech solicita autorização das empresas listadas em sua plataforma eletrônica para liberar mais dados e informações para os interessados.

“A primeira etapa do processo é o diagnóstico, executado por um robô, das reais necessidades das tomadoras de recursos”, diz Falbo. “Isso garante às empresas uma maior agilidade na liberação de crédito e facilita sobremaneira a análise de riscos para os financiadores.”

Vitrine eletrônica

A proposta caiu nas graças de grandes nomes dos setores financeiro e digital. Em abril de 2020, a Kalea foi selecionada para participar do Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas (Lift Lab), coordenado pelo Banco Central (BC), e recebeu apoio da Microsoft para o desenvolvimento do projeto.

Depois de o protótipo da “vitrine eletrônica” ter sido aprovado com louvor pelo BC e pela Microsoft, há 12 meses, a fintech recebeu o convite para embarcar no hub de inovação do BNB no Porto Digital. Lá, deu início às suas operações no fim do primeiro semestre de 2021, cobrando taxas por empréstimos contratados pelos tomadores e assinaturas mensais dos doadores de recursos.

“Hoje, contamos com cerca de 550 empresas e oito agentes cadastrados na plataforma, basicamente fintechs”, diz Falbo, que tem recebido muitas sondagens de bancos. “Uma instituição negocia, no momento, um pacote que permitirá o acesso de 300 usuários ao nosso sistema”.

Luiz Falbo, Kalea

Zro Bank: curso de formação em TI no PD

Com volumes e indicadores bem mais robustos do que a dupla Pague Bem Brasil e Kalea, a fintech Zro Bank, que tem seu QG instalado no badalado bairro recifense de Boa Viagem, busca a sua primeira aproximação do polo tecnológico da capital do Estado.

Criada há dois anos, a startup, que recebeu no último mês aportes de dois investidores no valor de R$ 61 milhões, negocia com o PD a criação de um curso de formação e capacitação de profissionais de tecnologia da informação (TI) e ciências da computação em criptoativos, principal segmento de atuação da casa.

O projeto se tornou uma das prioridades do Zro Bank para o próximo ano em razão do início, em novembro, do Crypto as a Service (CasS) – operações de compra e venda de ativos virtuais criptografados para empresas e instituições financeiras.

“A demanda por talentos em TI, que já é das mais intensas, é muito maior em relação aos especialistas em bitcoins, pois são ativos ainda pouco conhecidos pelo mercado”, observa o chief marketing officer Carlos Alberto Vilela, o Cazou.

“Como teremos de duplicar a nossa equipe de tecnologia, hoje composta por cerca de 35 experts, decidimos recorrer ao ‘Vale do Silício’ do Nordeste. Nascemos em Boa Viagem, mas agora estamos indo às ‘compras’ no Porto Digital.”

O formato do curso está sendo debatido com o Porto Digital. Duas hipóteses se encontram em análise: uma prevê a formação de turmas exclusivas para o Zro Bank; outra contempla a oferta de vagas para negócios de outros setores, que não sejam concorrentes da fintech.

Qualquer que seja a escolha, a startup, que em seus 12 meses iniciais de atividades realizou conversões da moeda nacional brasileira para bitcoins (e vice-versa) superiores a R$ 2 bilhões, deve lançar mão de outros recursos, para atrair interessados.

“A ideia é que o curso seja 100% gratuito e que garanta a contração pelo Zro Bank dos melhores alunos”, diz Cazou. “Além disso, estamos estudando mecanismos para a retenção desses quadros, como ofertas de bônus e de compras de ações.”

Embarque digital para 20 mil “crânios”

A valorização dos passes dos “crânios” disponíveis em Recife não tende a perder o fôlego tão cedo.

A Pague Bem Brasil, por exemplo, teve de providenciar substitutos para o trio responsável pela sua divisão de tecnologia, que começou a bater asas para outras bandas a partir de janeiro.

Atento ao fenômeno, o Porto Digital estabeleceu como meta estratégica a criação de mecanismos que permitam reforços na formação e capacitação locais de recursos humanos.

Com esse objetivo, o pólo, além de negociar o projeto em parceria com o Zro Bank, lançou em conjunto com a prefeitura de Recife, em setembro, o Programa Embarque Digital, que pretende garantir, até 2024, a abertura de vagas no PD para 2 mil alunos egressos da rede pública municipal de ensino. A iniciativa demandará investimentos totais da ordem de R$ 30 milhões.

“Até 2025, teremos de realizar de 1,5 mil a 2 mil contratações para o Porto Digital por ano, sem contar as reposições causadas pela rotatividade da mão de obra”, diz Ramos.

“A meta estabelecida é elevar o quadro dos atuais 15 mil para cerca de 20 mil profissionais. Para cumpri-la, vamos recorrer a estratégias de atração de profissionais de outros pontos do Nordeste e até de outras regiões, por meio de nossos relacionamentos institucionais com o meio empresarial.”

Prestígio internacional

Com forte tradição cultural e artística, Recife também vem ganhando prestígio a olhos vistos na seara da inovação digital – inclusive no cenário internacional.

O portal Rest of World, voltado à cobertura de polos tecnológicos em ascensão, destacou a capital do frevo, em reportagem especial publicada em julho, como uma das seis metrópoles que “estão construindo o futuro da indústria global de tecnologia”, ao lado de Tel Aviv, Medellín, Lagos, Shenzen e Bengaluru.

É um reconhecimento que reflete, em grande parte, o sucesso do Porto Digital (PD), parque inaugurado em 2000 no bairro do Recife, o marco zero da cidade, e que depois expandiu seu raio de ação para três localidades vizinhas e fincou sua bandeira em Caruaru, no interior de Pernambuco, há seis anos.

Os destaques do PD ficam por conta das cerca de 350 empresas instaladas em seu núcleo original, que empregam atualmente 15 mil profissionais e apuraram, no ano passado, um faturamento conjunto de R$ 2,86 bilhões, 21,7% e 50,8% a mais do que os montantes registrados nas temporadas de 2019 e 2018, respectivamente.

“Os dois principais objetivos traçados para o Porto Digital estão sendo atingidos: a restauração da área central de Recife, palco histórico de manifestações culturais e políticas, por meio da concessão de incentivos tributários, e a interrupção da migração de capital humano qualificado formado na cidade, que conta no presente com 600 doutores em ciências da computação”, comenta Heraldo Ourem Ramos Neto, diretor de Inovação e Competitividade Empresarial do PD.

“Como resultado desse esforço, Recife ostenta hoje a maior média per capita entre as capitais brasileiras de estudantes de tecnologia da Informação: um para cada grupo de 346 habitantes.”

Fruto de uma parceria entre os governos municipal e pernambucano, universidades e a iniciativa privada, o PD injetou gás de tal forma na economia local que a tecnologia da informação ultrapassou a educação e assumiu, em 2019, o terceiro posto no ranking das atividades econômicas mais relevantes do município, atrás apenas da construção civil e dos serviços médicos.

O polo tecnológico não apenas conteve a partida de pessoal qualificado de Recife como vem contribuindo, já há um bom tempo, para a atração de talentos de outras regiões do país e até mesmo do exterior, além de grandes corporações nacionais e estrangeiras.

Alguns exemplos de peso são a consultoria Accenture, hoje com aproximadamente 2,5 mil pessoas ligadas ao Porto Digital, o Banco Inter, que está instalando seu braço tecnológico no local durante a pandemia e já contabiliza mais de 250 funcionários no polo recifense, a área digital da consultoria Deloitte, e a divisão de desenvolvimento de sistemas de ignição e tração da Stellantis, gigante automotiva surgida no início do ano com a fusão dos grupos Fiat-Chrysler e PSA Peugeot Citröen.

“Toda a linha de veículos produzida pela Stellantis no Brasil e no exterior conta com softwares criados aqui em Recife”, destaca Ramos. O ponto forte das receitas do PD, destaca o dirigente, são as tecnologias móveis desenvolvidas, entre outros nomes, por Samsung e Motorola. “Grande parte dos celulares vendidos no Brasil utiliza tecnologias desenvolvidas no Porto Digital.”

Os ventos da inovação em Recife, no entanto, não se limitam às áreas ocupadas pelo PD. Além do Zro Bank, que só agora se aproxima do polo tecnológico local, outras empresas e organizações vêm mostrando competência na criação de aplicativos e sistemas em carreiras mais ou menos solo desenvolvidas em outros cantos da cidade.

A lista inclui nomes como a Mola Corban, que acaba de receber um aporte de R$ 12 milhões de sócios da Hix Capital e do fundo de corporate venture Kinea Ventures a Hent, fintech especializada em serviços de cobrança e gestão para loteamentos imobiliários, e o Reciprev, o regime próprio de previdência social (RPPS) dos servidores públicos da capital estadual.

Este último está desenvolvendo com o apoio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) uma sofisticada ferramenta de gestão de investimentos composta por três módulos centrados no cadastramento de fundos e gestores, na definição e aplicação de premissas econométricas e atuariais à política de investimentos, e no controle do fluxo da carteira.

O projeto, que demandará investimentos totais de cerca de R$ 850 mil, deve entrar em velocidade de cruzeiro no segundo semestre do próximo ano.

“O sistema, que já vem sendo testado no dia a dia com bons resultados, começou a ser desenhado em 2020”, conta José Marcos Alves de Barros, gerente de investimentos do Reciprev. “Assim que concluirmos os ajustes, vamos oferecê-lo gratuitamente a outros RPPSs.”

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