Fintechs lideram, de novo, o ranking de investimentos: US$ 311 milhões, 39% do total recebido pelas startups em novembro

Fintechs lideram, de novo, o ranking de investimentos: US$ 311 milhões, 39% do total recebido pelas startups em novembro
Gustavo Gierun, do DIstrito

O volume de investimentos em startups brasileiras em novembro atingiu US$ 809,9 milhões. Foram 55 rodadas, de acordo com o Inside Venture Capital, relatório mensal produzido pela plataforma de inovação aberta Distrito com apoio do Bexs Banco. Em 2021, o total chega a US$ 8,85 bilhões – volume quase três vezes maior que o de 2020 (US$ 3,65 bilhões). Até novembro, foram registradas 677 rodadas. 

No mês, o destaque ficou novamente para as fintechs, setor com maior número de investimentos, fusões e aquisições: US$ 311 milhões em aportes. As retailtechs aparecem em seguida, com US$ 268 milhões, além de empresas de gestão de negócios e projetos (US$ 125 milhões), foodtechs (US$ 52 milhões) e healthtechs (US$ 31,3 milhões). Entre as principais rodadas, está a captação de US$ 150 milhões pela Cloudwalk, elevando oficialmente a startup ao status de unicórnio. 

“O investimento crescente mostra a confiança do mercado no ecossistema. Já superamos o total esperado para o ano e continuamos registrando grandes aportes, tanto nas fases iniciais quanto na consolidação de mais um unicórnio. O fato de a maior parte das rodadas se concentrar ainda nas primeiras fases do negócio indica que há otimismo para mais gigantes no futuro próximo”, afirma Gustavo Gierun, cofundador do Distrito. 

Em M&A, o mês de novembro teve 9 transações a menos de fusões e aquisições de startups em relação ao mesmo mês do ano passado – 16 em 2021 contra 25 em 2020 –, mas o total deste ano já é 37% maior, com 227 deals. 

Outro movimento importante percebido é o crescimento do Corporate Venture Capital no país. Só este ano, foram US$ 662,1 milhões investidos, um volume histórico três vezes maior que o total de 2020. O setor mais conectado com as iniciativas de CVC é o setor financeiro, em um possível reflexo das transformações regulatórias como o Open Banking, e varejo.

“As sinergias que as empresas com CVCs observam nas startups nessas etapas é a de conseguir incorporar produtos e serviços que as startups prestam em suas operações ou mesmo abrir novas possibilidades de atuação, em segmentos distintos”, diz Eduardo Fuentes, responsável pelo relatório Inside VC. “Podemos observar que os investidores também enxergam oportunidades em empresas mais tradicionais, a maioria tem um foco na construção e fabricação de materiais essenciais para promover todas essas disrupções”.

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