Orange Ventures, do Grupo FCamara, seleciona fintechs para investir; prioridades são FaaS e Open Banking

Orange Ventures, do Grupo FCamara, seleciona fintechs para investir; prioridades são FaaS e Open Banking
João Gabriel Chebante, Orange Ventures

Três anos e oito startups investidas depois, a Orange Ventures, venture builder do Grupo FCamara, decidiu apostar em fintechs. “Este é o meu desafio para 2022”, diz João Gabriel Chebante, especialista em corporate venture do grupo, uma consultoria de soluções tecnológicas e transformação digital fundada em 2008.

Os investimentos giram em torno de R$ 500 mil, mas não diretamente em dinheiro. “Nossa missão é desenvolver as startups contratando equipes, compartilhando serviços de marketing, aportando tecnologia, e abrindo portas para novos relacionamentos entre elas e nossos clientes”, explica. Eventualmente, investidores anjos podem se juntar à Orange Ventures e contribuir com mais recursos.

Chebante foi chamado pelo grupo em setembro último com a missão de alavancar a Orange. Apesar de formado em marketing, fez carreira no setor financeiro. Das oito startups investidas pela venture builder, até agora nenhum é do segmento. “Quando vimos que R$ 6 a cada R$ 10 investidos em startups vão para fintechs – e ainda assim o mercado segue extremamente concentrado – vimos quanta oportunidade temos pela frente”, diz. Os focos principais são Fintechs as a Service (FaaS) e Open Banking.

Para ele, em 2022 a tendência de empresas não-financeiras desenvolverem soluções financeiras dentro de casa vai explodir – e o FCamara quer estar na dianteira oferecendo consultoria para desenvolver essas soluções para os seus clientes, e/ou investindo em startups ‘very early stage‘.

“Já temos uma esteira de validação rodando com alguns projetos. Minha principal atribuição é ouvir histórias; quando encontro alguma com potencial realmente inovador, coloco para dentro para testar sua viabilidade”, diz. Chebante e equipe estão constantemente mapeando o que tem dentro de casa para entender se é um produto ou um negócio escalável. “Se mais empresas têm a mesma dor que aquele serviço resolve, por que não lancá-lo no mercado?”,

O especialista lembra que o negócio de corporate venture capital (CVC) é incipiente no Brasil, embora tenha deslanchado em 2021. “Segundo a CB Insights, 28% dos investimentos globais em startups é feito através de CVC, e no Brasil, apenas 7%. Outro levantamento, da Distrito, mostra que 75% das 100 maiores empresas americanas investem em startups – aqui, apenas 30%. Mas o mesmo estudo revela que 53% delas já estão de olho em CVC”.

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