Em 2021, lucro e rentabilidade dos grandes bancos cresce em relação à 2020, que foi um dos piores da história. Mas e 2022?

Em 2021, lucro e rentabilidade dos grandes bancos cresce em relação à 2020, que foi um dos piores da história. Mas e 2022?

Depois de um ano atípico em 2020, a rentabilidade e o lucro líquido consolidado dos quatro maiores bancos brasileiros (Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander Brasil) voltaram a crescer em 2021. Além da fraca base de comparação, outro fator ajudou a deixar os números aparentemente mais altos do que realmente são: a inflação.

Neste ano, apesar da perspectiva de alta dos juros permanecer, um PIB fraco, maior concorrência (as fintechs tendem a se beneficar mais da implantação do Open Finance), incertezas políticas e o avanço do PIX, que já afeta as receitas com tarifas das instituições, podem puxar os resultados para baixo.

Em 2021, os dados compilados pela Economatica revelam lucro líquido consolidado de R$ 81,63 bilhões em 2021, o maior lucro nominal já registrado desde 2006 por esses bancos – ultrapassa o recorde anterior no ano de 2019, quando o lucro consolidado foi de R$ 81,50 bilhões.

Com o ajuste pela inflação, o maior lucro consolidado dos quatro bancos aconteceu no ano de 2019, em valores corrigidos foi de R$ 93,7 bilhões, seguido pelo ano de 2015 com R$ 84,3 bilhões, de 2018 com R$ 82,89 bilhões e, na quarta posição, pelo ano de 2021, com R$ 81,63 bilhões.

Em relação à rentabilidade, a mediana dos quatro também subiu se comparada à de 2020 – a maior da série foi registrada em 2007.

Pelo quarto ano consecutivo, o Santander Brasil teve o melhor ROE (em 2021) entre os quatro maiores do Brasil, com 18,87%, seguido pelo Itaú Unibanco com 17,29% (que em 2020 era o quarto da lista). Na terceira posição está o Banco do Brasil com 15,68% e, o Bradesco, na última posição com 15,16%.

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