Mais duas fintechs anunciam captação nessa semana, a CashU e a Foxbit, somando R$ 116 milhões

Mais duas fintechs anunciam captação nessa semana, a CashU e a Foxbit, somando R$ 116 milhões

A Foxbit, uma das maiores exchanges de criptomoedas e ativos digitais do Brasil, e a CashU, plataforma de embedded finance, anunciaram captações de recursos nesta semana. Os volumes e as fases de cada uma são bem diferentes, mas seguem apontando a tendência de interesse dos investidores dos últimos dois anos e que vem indicando se repetir novamente em 2022.

A Foxbit concluiu sua série A, de R$ 110 milhões, liderada pelo OK Group, principal bolsa de criptomoedas do mundo, com mais de 20 milhões de usuários em mais de 180 países. Já a CashU captou R$ 6,1 milhões em rodada seed liderada pela ABSeed e com participação dos fundos Caravela, ScaleXOpen e Bertha Capital, além de investidores anjos. 

O Ok Group, além de investidor da Foxbit, passa a ser um grande aliado como parceiro comercial estratégico. “A parceria com o OK Group vai possibilitar a ampliação e contínuo aprimoramento dos nossos produtos para nossos atuais e futuros clientes”, comemora João Canhada, CEO da Foxbit.

Leque de possibilidades

Com o aporte, a expectativa é que a CashU possa aprimorar sua tecnologia e expandir sua base de clientes. Com isso, deve impactar positivamente milhares de pequenas empresas que, atualmente, não são contempladas pelos modelos de concessão de crédito tradicionais, ao mesmo tempo que empodera grandes empresas, que passam a ter posse dos dados que produzem.

O serviço da startup oferece um leque de possibilidades: da concessão de crédito comercial (por meio de prazos de pagamento e limites de crédito maiores), soluções de Buy Now, Pay Later, Full Protection (seguro de crédito) e até linhas de capital de giro de longo prazo para financiamento de expansão da sua base de clientes PMEs. 

“Há uma constante tensão entre a área comercial de empresas de grande porte, por quererem fechar negócio, e a área de crédito, que acabava sendo muito dependente de informações incompletas compradas de birôs de crédito, demonstrações financeiras pouco confiáveis e da experiência do time para realizar análises, porque contam com poucos recursos para a tomada de decisões. A consequência são muitos bons negócios perdidos e pequenas empresas que seriam boas pagadoras impossibilitadas de avançar em suas empreitadas”, resume o CEO da startup, Thiago Saldanha.

“Atualmente existe um movimento para que todas as empresas passem por um processo de fintechzação, mas para isso é necessário ir além da inteligência e gestão. Cada negócio guarda suas características e consequentemente tem oportunidades muito específicas. O que a Cashu entrega é justamente a compreensão desse cenário através de um processo de venda consultiva e o aproveitamento das oportunidades através de sua tecnologia e metodologia de ativação, gerando resultados mais rápidos e precisos”, resume Felipe Coelho, sócio da ABSeed. 

%d blogueiros gostam disto: