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Bossanova abre chamada para seu segundo “pool” de fintechs; meta é selecionar de 15 a 20, em até 30 meses

João Bezerra Leite, Bossanova

A Bossanova Investimentos, micro venture capital de Pierre Schurmann e João Kepler, acaba de abrir chamada para seu segundo pool de fintechs. A meta para o “fintechs 2” é selecionar de 15 a 20 startups, em até dois anos e meio. João Bezerra Leite, líder da primeira turma e investidor anjo, segue como mentor da segunda.

O primeiro pool aprovou 15 fintechs, investiu em 11 e tem outras quatro ainda em processo de due diligence, informa Leite. “Isso tudo em apenas 18 meses, por isso decidimos lançar o fintechs 2”, explica. Segundo ele, todas as investidas estão com uma previsão de “no mínimo” dobrar o volume de clientes em 2022. “Aqui não usamos o conceito do Vale do Silício, ‘spray and pray’, mas o conceito de andar de mãos dadas e ajudar nossas investidas a eliminar seus gaps e potencializar suas fortalezas”.

Entre as investidas, destaque para a Transfeera, plataforma de pagamentos que atualmente esta buscando uma rodada série A. A fintech recebeu um investimento de R$ 3 milhões no final de 2020, liderado pelo fundo Goodz Capital com participação da BossaNova Investimentos, Honey Island e Curitiba Angels. No ano passado, o CEO Guilherme Verdasca havia avisado que pretendia captar novamente na metade de 2022: “Queremos atrair talvez um sócio estratégico e um fundo maior”.

A Stark, plataforma que atua como ‘banco de investimentos’ para startups, foi outro case interessante do grupo. No primeiro semestre de 2021, somou mais de 23 deals ativos, mais de R$ 800 milhões em negociação e quatro transações concluídas. Em janeiro, comprou a fintech de crédito Capitalz, especializada em empresas de médio porte. A aquisição, segundo a Stark, visa a ampliação do seu portfolio, levando a esse segmento soluções que costumam estar disponíveis somente para grandes companhias.

A iCertus, solução de ERP que atua na antecipação de recebíveis para a indústria, antecipou R$ 2,8 milhões de maneira automática para seus clientes; começou 2021 com 222 clientes e fechou o ano com 700 – aumento de 315%. Os sócios estão em fase final de uma grande captação junto a uma instituição financeira, que deve ser anunciada ainda neste mês. A fintech de investimentos Inco também multiplicou seu valuation, captando mais de R$ 180 milhões.

Mil startups

Nesta semana, a Bossanova anunciou que chegou à marca de mil startups investidas em seu portfólio, (que juntas já tem o valor superior a R$6,5 bilhões) e mais de 60 exits – entre eles Melhor Envio, Agenda Edu, SmartHint, Kinvo e Repassa

Privacy Tools, plataforma de privacidade e proteção de dados para projetos de conformidade, se tornou a milésima iniciativa e recebeu uma rodada de R$ 2 milhões, que serão aplicados na estruturação da equipe de marketing, internalização de time de desenvolvimento de software próprio e ampliação de serviços gerenciados e treinamentos.

“Temos know-how do ecossistema de startups no Brasil e desejamos ser agentes da transformação positiva que esse segmento ainda pode apresentar nos próximos anos. Nosso propósito é nos tornarmos o principal hub de Venture Capital no Brasil, seja por meio de investimento, gestão, educação, eventos ou notícias. Ser pioneiro no mercado também significa educa-lo e sonhar por ele”, explica Kepler, CEO da Bossanova.

“O ano de 2021 foi muito bom para nós, pois vimos aumentar o número de iniciativas inovadoras sendo criadas e resolvendo problemas reais de clientes finais ou de outras empresas. Por isso, estamos animados com as perspectivas de 2022 e sabemos que 1.000 é só o começo. Agora vamos cuidar para que esses negócios cresçam e continuar investindo, finaliza Kepler.

Segundo o CB Insights, a Bossanova é o investidor mais ativo da América Latina nos últimos cinco anos. Sua tese é investir em startups no estágio pré-seed; empresas B2B ou B2B2C com modelos de negócios escaláveis e digitais que estejam operando e faturando.

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