A argentina Geopagos, recém-chegada ao Brasil, prepara aplicativos para PIX e pagamentos com smartphone

A argentina Geopagos, recém-chegada ao Brasil,  prepara aplicativos para PIX e pagamentos com smartphone
Anderson Fernandes, Geopagos

Dario Palhares

Recém-chegada ao Brasil, a fintech argentina Geopagos mantém negociações com dois grandes players para dar início, de fato, às suas operações no mercado local de meios de pagamento, onde já conta com uma equipe composta por 20 profissionais.

A estratégia da startup contempla, numa primeira fase, os lançamentos de dois produtos: uma solução específica para o Pix, que se encontra em desenvolvimento, e o Tap to Phone, tecnologia que permite a transformação de smartphones em terminais POS sem a necessidade de recurso a qualquer outro equipamento.

“O Tap to Phone estará disponível em quatro meses e as nossas expectativas são de que ganhe escala a partir de janeiro de 2023. O cronograma traçado para o aplicativo voltado ao Pix é semelhante”, diz Anderson Vera Fernandes (ex-Phoebus Tecnologia, Linx, Adiq Pagamentos, SafraPay, Cielo etc.), que assumiu em março o posto de country manager da Geopagos no Brasil.

Concebido há dois anos na Argentina, o Tap to Phone teve como seu principal laboratório de testes o Peru, onde foi lançado com sucesso, em 2021, pela Niubiz sob a denominação Vendemás. O produto é ideal para micro e pequenos empreendedores, que não tem de arcar com custos de hardwares adicionais para efetuar vendas com cartões de débito e crédito.

Fernandes, no entanto, também pretende vê-lo em ação em grandes estabelecimentos comerciais.  “Ele é um antídoto contra a formação de filas nas lojas”, assinala o executivo. “Com o aplicativo instalado nos smartphones dos vendedores, ninguém precisa aguardar a sua vez no caixa.”

Criada em 2013, a Geopagos não tardou a cruzar as fronteiras do seu rincão natal. A fintech, que  conta com um quadro de cerca de 350 pessoas, já opera nas 15 principais economias latino-americanas de língua espanhola, onde processou, no último ano, transações de US$ 4 bilhões para mais de um milhão de estabelecimentos conectados a seus clientes.

O Brasil foi deixado para o fim da fila devido ao idioma e à maior sofisticação de seu mercado, para o qual Fernandes planeja apresentar, numa segunda etapa, outros produtos da casa. Alguns exemplos são o mPOS App, uma versão mais encorpada do Tap to Phone, a plataforma de e-commerce Payment Gateway e o Agregator Tools, que permite aos usuários a formação de redes de profissionais autônomos e pequenos estabelecimentos comerciais em suas esferas de atuação.

“Pretendemos nos tornar referência na América Latina em meios de pagamento para depois abordar mercados desenvolvidos”, diz Fernandes. “O Brasil terá um papel crucial na execução dessa estratégia, pois, como é a maior economia da região, garantirá escala à operação.”

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