“Correção dos valuations renova apetite do investidor estrangeiro por startups brasileiras, principalmente fintechs”

“Correção dos valuations renova apetite do investidor estrangeiro por startups brasileiras, principalmente fintechs”
Vanessa Viana, sócia da Capital Lab Ventures

A correção dos valuations renova apetite do investidor estrangeiro por startups brasileiras, principalmente pelas que geram dados, como as fintechs. A opinião é da sócia do Capital Lab Ventures, Vanessa Viana, que concedeu entrevista exclusiva ao canal do portal Fintechs Brasil no Youtube diretamente do seu escritório em Londres.

Vanessa diz que está havendo sim um movimento de correção dos preços das startups no mundo todo, em função de um rebalanceamento da exuberância irracional que vivemos durante os dois anos de pandemia – vide a queda recente da Nasdaq, uma das maiores dos últimos tempos. Mas, para ela, esta é uma boa notícia, pois evita a formação de bolhas. “No nosso caso, que somos muito criteriosos nas avaliações, esse downround do mercado representa uma oportunidade. Para quem não carrega ativos hiperinflacionados, como nossos fundos, a fase atual – chamada anticíclica -, é a melhor para comprar bons ativos de tecnologia com preços atraentes”.

Vanessa afirma, ainda, que os investimentos em venture capital não são mais marginais – todo investidor deve ter uma parte da carteira aplicada em ativos de maior risco. “E apesar do momento, no médio e longo prazo a tendência ainda é de alta”.

Sobre o apetite do próprio Capital Lab Ventures por fintechs, Vanessa lembra que já investiram em duas delas no Brasil – a Geru (que se fundiu com a Rebel e criou a Open Co) e a Dinnie – que está estruturando uma captação de série A, inclusive junto a investidores internacionais. A Dinie, especializada em ‘empréstimo embarcado via API’ no Brasil, anunciou a captação de US$ 3,8 milhões em julho.

Assista à entrevista completa, está imperdível.

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