De janeiro a maio deste ano, aportes em fintechs atingem US$ 1,3 bi – aumento de 13% em relação ao mesmo período do ano passado

De janeiro a maio deste ano, aportes em fintechs atingem US$ 1,3 bi – aumento de 13% em relação ao mesmo período do ano passado

Mais uma vez, as fintechs registraram aumento no volume de aportes, e lideraram os investimentos em startups no Brasil. Nos primeiros cinco meses de 2022, foram US$ 1,3 bilhão, 13% acima dos US$ 1,15 bilhão recebidos no mesmo período do ano passado. Já o mercado como um todo recebeu US$ 2,6 bilhões, em 282 rodadas – uma queda de 19% em relação aos US$ 3,2 bilhões aportados na mesma época de 2021, quando houve 349 deals. 

Os números são da plataforma de inovação Distrito.

A maior captação de maio ficou com a fintech Dock, que oferece tecnologia no segmento de meios de pagamento e banking as a service. Após receber um aporte de US$ 110 milhões, a empresa atingiu avaliação de mercado de US$ 1,5 bilhão, tornando-se assim o mais novo “unicórnio” brasileiro. Outro destaque do mês foi a startup Nomad, que captou US$ 32,1 milhões – a fintech permite que brasileiros tenham contas bancárias nos EUA.

Gustavo Gierun, CEO do Distrito, explica que as startups do País estão sentindo rapidamente os efeitos do desafiador cenário macroeconômico. “As empresas de tecnologia listadas em bolsa sofreram uma correção de preço brutal nos últimos 60 dias, o que impactou diretamente o apetite dos investidores no mercado privado. Para os investidores, o momento é de cuidado. Para os empreendedores, o momento é de ajustar a operação para não ser refém de novas captações”, afirma. 

Na visão dele, porém, não haverá uma ruptura no mercado. “Depois de um ano com um volume espetacular de investimentos, estamos vivendo um período de ajuste, por prazo indeterminado, decorrente das condições de mercado”, diz. “Historicamente, grandes empresas de tecnologia foram criadas em ciclos de aperto econômico. O crivo será maior, mas bons empreendedores ainda terão muitas oportunidades”.

Depois das fintechs, o segundo setor com mais investimento é o de retailtech (varejo), com US$ 281,4 milhões, seguido pelo de HRTech (recursos humanos), com US$ 219,2 milhões. Refletindo o cenário econômico global de inflação e alta de juros, o ecossistema de inovação brasileiro sofreu uma retração no mês passado: as startups brasileiras captaram US$ 298,5 milhões ao longo de 40 rodadas, enquanto em maio de 2021 o total aportado foi de US$ 772,6 milhões, em 74 rounds.

Quanto a M&As, a pesquisa contabilizou 16 transações em maio, elevando o total de 2022 para 103 acordos. Nos primeiros cinco meses de 2021, foram registrados 97 acordos – em maio, especificamente, também foram 16.  

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