Landtech Trinus avança na fintechzação: depois de abrir sua SCD em 2021, agora entra com pedido para ser uma financeira

Landtech Trinus avança na fintechzação: depois de abrir sua SCD em 2021, agora entra com pedido para ser uma financeira

A landtech goiana Trinus, que oferece soluções para o mercado financeiro (fintech), imobiliário (proptech) e legal (lawtech), entrou com pedido no Banco Central para constituir uma financeira. No começo do ano passado, a Trinus entrou no segmento com a abertura de uma Sociedade de Crédito Direto (SCD), usando a infraestrutura tecnológica da CashWay – agora, a solução de “core banking” da infratech vai ajudar a Trinus a dar mais um passo rumo à sua “fintechização”.

A informação é do sócio fundador e CEO da Trinus, Diego Siqueira. “Hoje, a Trinus tem um modelo expandido de SCD, não só com função de emissora de crédito, mas também de emissora de moeda eletrônica, assim como uma Instituição de Pagamento (IP), oferecendo uma conta digital completa. Estamos neste momento finalizando a disponibilização de PIX para os nossos clientes, e demos entrada no processo para tirar a licença de financeira. Mas não perdemos nosso propósito inicial, que é transformar o mercado imobiliário brasileiro”, diz Siqueira.

O CEO explica que decidiu entrar no ramo de fintech para prestar um serviço completo para seus clientes – investidores, empreendedores imobiliários regionais, Sociedade de Propósito Específico (SPEs), corretores e compradores finais de imóvel – mas se deparou com o desafio de encontrar uma solução tecnológica que atendesse às necessidades da empresa. “O nosso sonho sempre foi ter um banco digital para interligar todo esse ecossistema. Pensamos primeiro em abrir uma Instituição de Pagamento, mas como temos um viés de trabalhar muito com crédito imobiliário, entendemos que a licença de SCD seria melhor, porque com ela nós conseguiríamos criar a conta digital e ao mesmo tempo emitir crédito”, conta.

Quando começou a colocar o plano em prática, uma das primeiras barreiras que Siqueira encontrou foram os valores de investimento. “A gente rodou muito esse mercado, conversamos com todos e tivemos um desafio de entrada que foi o custo. Os mais tradicionais custam milhões de reais e naquele momento não tínhamos toda essa disponibilidade de capital”, explica.

Esse foi um dos fatores decisivos na escolha pela tecnologia da CashWay, techfin de Florianópolis. Segundo Felipe Santiago, CEO da CashWay, a missão da techfin é democratizar os serviços financeiros e as instituições de pequeno porte são o veículo. “Queremos dar voz a essas empresas para aumentar a inclusão e a competitividade, diminuir as tarifas e melhorar todo o ecossistema”.

Tecnologia acessível

A CashWay nasceu da fusão entre a Leosoft e a Biti, com mais de 20 anos de serviços consolidados e se transformou em uma startup, buscando escalabilidade tanto para o negócio, quanto para os clientes atendidos. Hoje, a empresa oferece uma plataforma de gerenciamento bancário com módulos focados na gestão interna da instituição, como contabilidade, tesouraria, financeiro e rotinas operacionais. A tecnologia também conta com serviços para os canais de comunicação com o cliente, com aplicativo mobile e internet banking com diversas funcionalidades.

Felipe Santiago, Cashway

Além das soluções de Banking White Label, Core Banking e Open Banking, uma das principais vantagens da contratação é não precisar desenvolver um sistema próprio, agilizando o lançamento de soluções digitais em relação às instituições financeiras tradicionais. “A implementação do sistema pode ser feita em poucos dias e uma das principais vantagens está no modelo de contratação por meio de franquia de serviços: solução para que as empresas tenham à disposição todos os módulos de um sistema, sem a necessidade de grandes investimentos”, explica Santiago.

Ainda segundo o CEO, um dos focos do sistema da CashWay é oferecer o core bancário dentro de todas as normas do Banco Central, permitindo que a empresa foque na tecnologia que desenvolve, sem se preocupar com adequações regulatórias. “A solução está 100% adequada à resolução 4.893 do Banco Central do Brasil, que regula todos os aspectos ligados à segurança cibernética das Instituições Financeiras”.

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