Opinião

Real Digital: qual o impacto dessa moeda no mercado financeiro brasileiro? Pedro Santiago/Idez

Pedro Santiago*

Recentemente, o Banco Central anunciou o lançamento da primeira moeda virtual do Brasil, o Real Digital. Apesar de muitos acharem que se trata de uma criptomoeda, esse novo formato nada mais é do que a versão digital da moeda brasileira. Nesse sentido, para quem não está acompanhando as discussões sobre o assunto, um dos objetivos do projeto é mitigar possíveis crimes com lavagem de dinheiro, além de reduzir o uso do dinheiro em papel, facilitar as transações internacionais e estimular a concorrência no ambiente virtual.

Ainda em fases de testes e com previsão de ser disponibilizado para a população em 2024, para esse ano, o coordenador do projeto no Banco Central, declarou que o Real Digital vai permitir a transferência de ativos financeiros de forma tão instantânea quanto o PIX, e simplificar pagamentos e transações entre pessoas e instituições bancárias. Ou seja, serão duas moedas diferentes: o Real Digital e o Real Tokenizado. A primeira terá como foco o atacado e permitirá pagamentos entre o BC e instituições financeiras autorizadas; e o outro destinado para o varejo, permitindo transações entre pessoas.

Essa nova etapa faz parte da modernização e digitalização do sistema monetário brasileiro, potencializando ainda mais toda a tecnologia implantada em meios de pagamentos. Inclusive, as fintechs nesse cenário poderão, por exemplo, desenvolver cada vez mais novas maneiras de atender os clientes.

A verdade é que esses novos métodos de pagamentos retratam exatamente o impacto da tecnologia no mundo dos negócios, revolucionando ainda mais a sociedade. Sendo assim, o futuro será um grande sistema financeiro totalmente integrado, com trocas mais eficientes, menos operacionais e burocráticas, rompendo barreiras e fronteiras entre os países. Temos vários exemplos dessa disrupção no segmento – é o PIX, Real Digital, Embedded Finance, e muitos outros irão surgir nos próximos anos.

Por fim, é necessário que todos os gestores que compõem o mercado financeiro, sejam de instituições financeiras tradicionais ou de fintechs, estejam atentos às mudanças e inovações, para não perder mercado e, claro, atender um consumidor cada vez mais ávido por novidades que facilitem sua vida. Ainda veremos muitas discussões sobre a nova moeda e precisamos ficar atentos com toda essa movimentação e modernização.

E você, está preparado para toda essa digitalização?

*Co-fundador da Idez